domingo, 29 de abril de 2012

Governo do Pará libera Fundo Rotativo para primeiro lote de escolas estaduais


Saiu a relação do 1º lote de escolas estaduais que receberam o Fundo Rotativo, uma verba estadual destinada às escolas do estado.
Confira as escolas de Santarém que receberam o recurso neste primeiro lote com seus respectivos valores, a escola Frei Othmar ainda não foi contemplada:

EEEF PROF ROMANA TAVARES LEAL R$ 1.324,00 - EEEF BARAO DO TAPAJOS R$ 1.200,00- EEEF PROFA MARIA UCHOA MARTINS R$ 2.536,00 - EEEFM NOSSA SENHORA APARECIDA R$ 1.526,00 - EEEF RICHARD HENNINGTON R$ 1.290,00 - EEEFM MADRE IMACULADA R$ 3.682,50 - EEEF EZERIEL MONICO DE MATOS R$ 794,50 - EEEFM FREI AMBROSIO R$ 3.271,50 - EEEFM PEDRO ALVARES CABRAL R$ 2.892,00 - EEEFM PLACIDO DE CASTRO R$ 3.281,00 - EEEFM FELISBELO JAGUAR SUSSUARANA R$ 1.398,00 - EEEM RODRIGUES DOS SANTOS R$ 2.138,50 - EEEFM PROF TEREZINHA DE JESUS RODRIGUES R$ 2.904,50 - EEEFM PROF ALUISIO LOPES MARTINS R$ 3.727,50 - EEEF NOSSA SENHORA DO GUADALUPE R$ 820,00 - EEEF PROF OLINDO DO CARMO NEVES R$ 640,00 - EEEF JADER FONTENELLE BARBALHO R$ 1.073,00 - EEEFM DOM TIAGO RYAN R$ 2.454,00 - EEEM ANEXO DOM TIAGO RYAN R$ 458,50 - UEE DR JOSE TADEU DUARTE BASTOS R$ 250,00 - EEEFM RIO TAPAJOS R$ 7.043,00 - EEEM RIO TAPAJOS (ANEXO I) R$ 651,00 - ERC EFM SAO JOSE R$ 1.363,50 - EEEFM DIOCESANA SAO FRANCISCO R$ 3.474,50 - ERC EFM SAO RAIMUNDO NONATO R$ 2.502,50 - EEEM MAESTRO WILSON DIAS DA FONSECA R$ 4.354,00

Clique aqui e veja a lista completa das escolas do Estado do Pará que receberam o Fundo Rotativo neste primeiro lote de 2012.

Veja no site também: www.escolafreiothmar.g12.br

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Escola tem semana de planejamento pedagógico

Na semana de 16 a 20 de abril, a escola Frei Othmar tem planejamento pedagógico para o ano letivo de 2012.
Os objetivos desta semana são:
  • Refletir sobre práticas pedagógicas realizadas na escola;
  • Analisar as ações e metas de 2011;
  • Organizar as ações para 2012.
O desafio será acolher os alunos e conciliar tempos com os educandos e momentos de estudo e planejamento.
Várias palestras estão programadas para acontecer. Dentre elas, sobre:
  • Indisciplina e bullying;
  • Avaliação de desempenho e Avaliação Institucional;
  • Relações humanas e gestão de pessoas.
Além do mais, no dia 20, está previsto um workshop sobre "Metodologias diversificadas".

Mais de 20 ingressam no nível superior

O ano letivo de 2011 foi frutífero.
Prova disso foi o ingresso de mais de 20 concluintes no nível superior.
Alunos foram aprovados em instituições públicas como a UFOPA e a UEPA e em istituições particulares como o IESPES, FIT, ULBRA e UNIP, da cidade de Santarém. Também foram aprovados alunos para a Marinha do Brasil, para o IFPA e também para universidades em outros estados, como a UFAM do Amazonas.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Seduc e Sintepp discutem portaria de lotação para ano letivo de 2012


Representantes da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp) se reuniram na manhã desta quinta-feira (29), na sede da instituição, para discutir a minuta de Portaria de Lotação referente ao ano letivo de 2012. A portaria regulamenta a lotação de pessoal nas unidades administrativas e escolares da rede estadual de educação.

Participaram da reunião o secretário adjunto de Gestão, Waldecir Costa, representantes da Assessoria Jurídica da Seduc, da Coordenação de Recursos Humanos, da Diretoria de Ensino Médio e Educação Profissional (Demp), da Coordenação de Descentralização (Codes), e 11 representantes do Sintepp.

Segundo esclareceu a Seduc, a jornada de trabalho do professor que atua em sala de aula é de 20, 30 ou 40 horas semanais, sendo que 80% são destinadas à atuação em sala de aula e 20% à hora-atividade, que deve ser cumprida preferencialmente na escola. A hora-atividade é a carga horária destinada à correção de provas, planejamento de aulas e demais atividades pedagógicas.

Cerca de 76% dos 24 mil professores da rede estadual cumprem carga horária de 40 horas semanais, ou mais que isso. Quem cumpre carga horária de 200 horas mensais em sala de aula recebe remuneração correspondente a 248 horas mensais, sendo que 48 delas são correspondentes à hora-atividade. É também o caso de cerca de 3,4 mil professores de nível superior, em início de carreira, que recebem remuneração de R$ 3.555,30. Esse professor recebe, no vencimento-base, R$ 1.458,11, mais R$ 349,95 de aula suplementar, R$ 180,81 de gratificação de magistério, R$ 1.446,44 de gratificação de escolaridade, e mais R$ 120,00 de auxílio alimentação.

Com a implantação da jornada, prevista pelo Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR), a portaria de lotação prevê o cumprimento da hora-atividade na própria escola.

O secretário adjunto Waldecir Costa esclareceu que o Estado paga a hora-atividade desde a implantação do Estatuto do Magistério, em 1986, e que os 20% estão inseridos no vencimento-base e nas aulas suplementares da categoria.

Apesar de ainda não ser cumprida efetivamente na escola, a hora-atividade pode ser identificada no contracheque dos professores, no vencimento-base ou em forma de aula suplementar. Mas a categoria propõe que, para que se cumpra a hora-atividade na escola, a Seduc subtraia da carga horária em sala de aula os 20% da hora-atividade, mantendo-se o que já é pago. O secretário Waldecir Costa contestou a proposta em reunião, já que a instituição não pode pagar duas vezes a mesma hora-atividade.

Os representantes da categoria sugeriram modificações e supressões em artigos da minuta da portaria. As propostas de alterações na minuta da portaria da lotação serão discutidas nesta sexta-feira (30), em uma reunião técnica entre representantes do Sintepp e da Coordenação de Descentralização (Codes) da Seduc, responsável pela lotação.

Mari Chiba
Fotos: Rai Pontes
Ascom/Seduc
Fonte: Seduc-Pará

terça-feira, 27 de março de 2012

Hora-atividade e aulas suplementares são a mesma coisa? O que pode vir por aí

por: Fernando de Pina Carvalho


Com a implantação do PCCR, os servidores em educação do Estado do Pará, perderam o vínculo da titularidade do vencimento base. Com isso, houve perdas gigantescas para estes trabalhadores.
Com a implantação do Piso Salarial Nacional, foi-se embora dos contracheques o abono fundeb. Segundo o governo, para poder honrar com o compromisso de integralizar o Piso Nacional, que em 2012 está em 1451,00 para uma jornada de 40 horas semanais.
Agora o SINTEPP luta para que a hora atividade seja implantada de fato e, contraditoriamente, não como manda a lei do Piso, que seria de 33%, mas de acordo com o PCCR e a proposta do governo, que seria de 20%.
A questão da hora-atividade é antiga e está contemplada no Estatuto do Magistério (Lei Estadual nº 5.351, de 21 de novembro de 1986):
Art. 51. A jornada de trabalho será constituída de atividades docentes em sala de aula e atividades fora de classe, estas em sua modalidade, a serem estabelecidas em regulamento e cumpridas na unidade escolar.
O Decreto nº 4.714, de 09 de fevereiro de 1987, regulamentou a questão:
Art. 18 - As jornadas semanais de trabalho a que se refere o Capítulo IV da Lei 5351/86, de 19 de novembro de 1986, ficam disciplinadas na forma estabelecida por este Regulamento na seguinte conformidade:
I- Jornada integral de trabalho de 40 (quarenta) horas semanais, sendo 32 (trinta e duas) horas-aula e 08 (oito) horas-atividades;
II - Jornada completa de trabalho de 30 (trinta) horas semanais, sendo 24 (vinte e quatro) horas-aula e 06 (seis) horas-atividade;
III- Jornada parcial de trabalho de 20 (vinte) horas semanais, sendo 16 (dezesseis) horas-aula e 04 (quatro) horas-atividade.
Parágrafo Único - A jornada semanal de trabalho do pessoal docente é constituída de horas-aula e horas-atividade nos termos do que estabelece o artigo 51 da Lei no 5351/86.

Portanto, a questão da hora-atividade não veio com a Lei do Piso.

Uma coisa que pouco se esclarece, especialmente pelo SINTEPP, é que o governo remunera a hora-atividade num percentual de 24%. Assim, de uma carga horária mensal de 200 horas, o professor deveria trabalhar efetivamente em sala, apenas 160, no entanto, ao cumprir as 200, ele é remunerado por isso nas chamadas “aulas Suplementares”.
A proposta do governo de fazer o cálculo da jornada baseada na hora-relógio e manter as aulas no tempo de 45 minutos e junto o cumprimento da hora-atividade e, somado a isso, o embate do SINTEPP é muito preocupante.
Se de fato, a proposta do governo permanecer os prejuízos para os educadores serão enormes, tanto em nível de trabalho, quanto em nível salarial.
De trabalho porque será preciso lecionar 200 aulas (de 45 minutos) no mês para cumprir as 160 horas de regência e mais 40 horas (de 60 minutos) de hora atividade.
E de salário porque estas 200 horas de relógio são remuneradas pelo Piso Salarial Nacional, ou seja, não há nada que impeça o governo de retirar dos contracheques as “aulas Suplementares”. Desta forma o servidor daria 200 aulas e cumpriria mais 40 horas de atividade extraclasse com uma remuneração reduzida em relação a atual.
O SINTEPP rejeita a nova maneira de contar a jornada de trabalho e propõe:
PROPOSTA 01. MODIFICATIVA
Art. 3º - (...)
§1º - (...)
a) Jornada parcial semanal de 20 horas, sendo 16 horas aulas e 04 horas atividades;
b) Jornada parcial semanal de 30 horas, sendo 24 horas aulas e 06 horas atividades;
c) Jornada integral semanal de 40 horas, sendo 32 horas aulas e 08 horas atividades.

Observa-se que na proposta do Sindicato haveria uma melhora na questão laboral, ou seja, ao invés do servidor lecionar 200 aulas/mês para cumprir 160 horas, ele lecionaria somente as 160 aulas referentes a cada hora e teria 40 horas atividades. No entanto, esta proposta também não impede o governo de retirar dos contracheques as “aulas suplementares”.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Simulações do contracheque dos professores do Estado do Pará: confira como o servidor da educação está sendo lesado pelo governo

Confira várias simulações do contracheque, tendo como referência o servidor enquadrado na Classe II A (com especialização).
Como referência de comparação, adotou-se o total bruto.


Com a implantação do Piso de 1451,00 e com o abono Fundeb, o professor na Classe II A, receberia um valor bruto de R$  4.058,72.
Agora, com a medida do governo, de extinguir o abono Fundeb, o valor bruto deste contracheque é de $ 3.790,72.
E se o abono Fundeb, de fato fosse incorporado ao base, este vencimento bruto seria de R$ 3.945,04 
Portanto, este professor deixa de receber um total de R$268,00, exatamente aquele correspondende ao abono. Ou R$154,32 referente a não incorporação do abono fundeb ao vencimento base.